amores expresos, blog da CECÍLIA

Wednesday, September 19, 2007

Alive and kicking

Beleza do Levino, Aos pedaços, que o povo do Overmundo tá descobrindo hoje.

Rodrigo assina a Curadoria de Poeta deste mês no Portal Literal.

Aliás, sobre o Portal, pra comemorar entre os amigos: atingimos a marca de mais de um milhão de visitas constantes ou sei lá como chamam isso.

Agora escrevo o segundo livro mais tranqüila.

Minha coluna na Folha sai toda terça. Quem não conseguir acessar online e não achar o jornal na sua cidade, me mande um e-mail e eu dou um jeito nesse negócio.

E tô ali naquela programaçãozinha esta semana. Lê ali embaixo, ó.

Monday, September 17, 2007

Programação

Amigos,

Vou ao Happy Hour da Astrid Fontenelle na quarta-feira, 19 de setembro. O programa é ao vivo, das 19h às 20h. A pauta é Língua Portuguesa. Levo meu livro, o Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi. E é capaz de eu já adiantar a história toda do próximo, Cafe Fatal sobre Berlim. (Pode, patrão?).

Na sexta, 21, falo na Bienal do Livro ao lado do João Paulo Cuenca, numa sala dentro do estande da Ediouro, Pavilhão Verde, em bate-papo com mediação de... não me informaram o nome da jornalista, mas o editor me disse que é alguém bacana e que não vai deixar a gente se perder em reminiscências de nossa infância, quando crescemos juntos, eu e Cuenca, em Maricá.

Ainda na sexta, vou à pré-estréia do filme de Murilo Salles, Nome próprio, baseado nos escritos da Clarah Averbuck, e que tem uns trechos de coisas minhas remixados. Sou a tia da Catarina (filha da Clarah) que se meteu de papagaio de pirata no roteiro.

No sábado, 22, volto à Bienal, desta vez no Fórum de debates, às 14h, pro meu stand-up comedy.

No domingo, 23, eu, Cuenca, Ferla e Paulo Scott invadiremos a Cinematéque da Voluntários da Pátria, às 19h30. Cantoria e leitura, coisa de vedete.

Tuesday, September 11, 2007

Três anos, um livro

Por Miguel Conde, no Prosa

Por três anos, a escritora Cecilia Giannetti trabalhou em seu primeiro romance, "Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi" (Agir). Nesse período, ela perdeu e teve que refazer 70 páginas por conta de uma pane no computador, interrompeu a escrita várias vezes por causa de encomendas para antologias de contos, e tentou responder com paciência a quem perguntava: "e o livro?". Quando o texto já estava entregue à editora e sendo revisado, ela ainda adicionou um novo capítulo à história - mais uma alteração, a última, na obra. O livro ficou pronto ontem, em cima da hora para ser levado à Flip, onda essa manhã ela participou da primeira mesa, com outros dois jovens autores: Fabrício Corsaletti e Verônica Stigger.

Cecilia já tinha participado de debates do tipo antes, mas nunca com um livro para chamar de seu debaixo do braço.

- Não vou ficar discutindo esse livro. Acho que o que eu tinha para dizer está dito nele - diz a autora, de 31 anos.

Os contos publicados em antologias e revistas tornaram o nome de Cecilia conhecido no meio literário, e criaram expectativas quanto ao seu livro. Entregar o texto foi um alívio, ela diz:


- É bom saber que eu já fechei um romance. Não vou ficar mais de maluquice nas próximas vezes, parada na frente do computador toda dura, esperando ter uma idéia. Agora já sei que o melhor é sair de casa, dar uma volta, e uma hora o texto vem. Além disso, esse é um livro muito cheio de paranóias, muito ligado ao Rio de hoje, de certa maneira foi bom me livrar dele. Estou feliz de ter conseguido criar uma história em cima de uma realidade tão escrota.

Sobretudo, diz, ela não queria escrever "só mais um romance realista", nem, em outro extremo, "prosa poética de mulherzinha". Os dilemas durante a escrita foram divididos com alguns poucos amigos, como o cronista do GLOBO João Paulo Cuenca, que ela conheceu anos atrás numa lista de discussão sobre música na internet. Agora, o que ela não quer é ler as resenhas do livro.

- Eu tenho que trabalhar, ler crítica do livro dos outros – diz a autora, que é editora do site Portal Literal e colunista da "Folha de S. Paulo".

Outros dois livros já estão começados. Um será uma história de humor. Outro, o romance para o projeto "Amores Expressos", que mandou 16 escritores a diferentes cidades por um mês para que eles escrevessem uma história de amor a partir da experiência (Cecilia foi para Berlim).

- Eu separo totalmente contos e romances do que eu escrevo no blog. A única influência da internet no meu trabalho é que ela me ajudou a não pirar. Eu era vocalista numa banda, vivia sempre em grupo, e quando resolvi escrever a sério tive que dar uma sumida, porque não tem outro jeito para escrever a não ser sozinha, sentada com a bunda na cadeira. Com o blog, eu mantinha algum contato com as pessoas.